Os erros na alimentação e suas consequências

Evite erros na alimentação. Saiba todas as consequências.

OS ERROS NA ALIMENTAÇÃO E SUAS CONSEQUÊNCIAS

Estamos comendo cada dia pior em todos os sentidos, mas principalmente em termos nutricionais! Chego a essa conclusão com muita tristeza, e é por isso que não me canso de promover um estilo de vida saudável e um retorno às nossas raízes alimentares. Quando escrevi o livro Tudo posso, mas nem tudo me convém (Edições Loyola), quis mostrar que a obesidade não pode ser combatida apenas com restrição alimentar e atividade física. Ela é uma doença inflamatória e como tal deve ser abordada. Parece que tudo converge para o mesmo ponto: inflamação.

A inflamação subclínica (aquela que não aparece, que fica silenciosa minando nossa saúde) tem sua porta de entrada numa alimentação totalmente inadequada para o organismo humano, que acaba por prejudicá-lo como um todo, além de ser pobre em nutrientes. Não podemos esquecer que nosso corpo é formado por células (100 trilhões).

Trocamos 50 milhões delas todos os dias, e cada uma precisa de no mínimo 44 diferentes nutrientes conhecidos para desempenhar suas funções corretamente e manter nosso equilíbrio físico, mental e emocional. E o que eu encontro nos recordatórios dos pacientes? Pelo menos 80% (em alguns casos, 100%) da alimentação do dia é feita de produtos alimentícios fornecidos por uma indústria mais preocupada com lucros do que com a saúde da nossa população (salvo raras exceções, graças a Deus). Só que esses chamados produtos alimentícios vêm carregados de aditivos alimentares, que é o tema do próximo capítulo, onde você verá os verdadeiros prejuízos que causam à nossa saúde. Infelizmente, também na nossa agricultura ocorreram modificações.

Se você conversar com sua avó (ou com sua bisavó), poderá descobrir que no tempo dela não estavam disponíveis os mesmos alimentos o ano inteiro. Respeitava-se uma coisa chamada sazonalidade. Comia-se o que era da época. No tempo dela, também não se trocava refeição por lanche, como hoje vemos em quase todas as famílias. Ninguém mais janta, e ainda me falam: — Mas, doutora, nosso lanche da noite, que na verdade é nosso jantar, é supersaudável: peito de peru com queijo branco (light) e pão integral! voltando para nossa lavoura, houve uma mudança muito grande na variedade de produtos oferecidos o ano inteiro, mas à custa de um empobrecimento de nutrientes neles contidos, isto em consequência de vários fatores. Como o solo ficou pobre em nutrientes, o homem tenta consertar isso com fertilizantes, principalmente à base de nitro- gênio, fósforo e potássio (a famosa sigla NPK). Mas e o resto dos nutrientes? Como disse há pouco, cada uma de nossas células precisa de pelo menos 44 nutrientes, que devem ser obtidos principalmente dos alimentos vegetais produzidos na terra. Mas, além disso, como os produtos da agricultura ficaram mais fracos nutricionalmente falando, eles também se tornaram mais vulneráveis às pragas. Lembre-se que a plantinha não pode correr da lagarta que se aproxima; para se defender ela produz substâncias que fazem parte do chamado “metabolismo secundário”, os famosos fitoquímicos, que fazem tão bem à nossa saúde. Aqui temos dois problemas.

  • Primeiro problema: em consequência da falta de nutrientes habituais, as pragas simples, de que as plantas dariam conta facilmente, se tornam um grande drama para os agricultores, por isso eles colocam os famosos agrotóxicos para protegê-las.
  • Segundo problema: se a planta não precisar se defender (o agrotóxico faz isso), ela não desenvolverá essas substâncias tão importantes do metabolismo secundário, os fitoquímicos, que nos protegem contra graves problemas, como, por exemplo, o câncer.

Leia mais sobre este assunto no meu livro: Alimente bem suas emoções

Este artigo foi escrito por Gisela Savioli

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